terça-feira, 17 de março de 2015

UM SER PSICOLOGICAMENTE SOZINHO

Vamos cogitar como se transforma a pessoa que sai de uma vida de 50 anos vivendo em família e de repente se vê sozinha com as paredes, sem perspectiva de morar com mais ninguém. Quando se vive com pessoas, você se preocupa com seu comportamento a cada instante; isso é tão natural que você nem repara nisto. Você se senta de maneira delicada, anda sempre vestida, come na mesa, quando não  sempre come com talheres e prato. Divide a tv com os demais gostos, toma muito cuidado com a altura da tv, escolhe um lugar na casa para ler seu livro, onde não esteja tão ocupado,e, as vezes tem que ler fora da casa por causa do movimento das demais pessoas. Se o telefone toca você atende se quiser, isto em todos os sentidos da palavra. Você não dorme até muito tarde, pois a família segue uma rotina alimentar e de compromissos que você se encaixa perfeitamente. Tudo o que é seu fica a seu redor, privacidade e individualidade é tudo. Mas, quando você mora sozinha, sem perceber se torna um bicho. Suas coisas ocupam todos os espaços, são arrumadas quando você tiver tempo (isso não incomoda e nem invade o espaço de ninguém), você dorme até a hora que quiser e vai dormir a hora que quiser...o almoço? Tem dias que nem faz esta refeição, é indiferente. Se o telefone toca você é obrigada a atender e não tem como dizer que você não está (melhor então é não ter telefone). Tanto seus livros como assistir tv é problema só seu, lê em qualquer lugar, desliga a tv se quiser, ou nem liga (tem dia que não dá vontade de ver tv). A vestimenta então, se veste se quiser, quanto menos roupas sujar melhor, economiza tudo. Você não precisa ter delicadeza na forma de se sentar, se nem roupas você não precisa usar sempre! Comer. Isso se torna secundário. Quando faz comida em casa, não precisa sujar muita louça, pode comer na panela que cozinhou. Pra que luxo? Se você passar um mês inteiro isolado, por que está de férias, quando voltar para a rotina, começa achar tudo ao seu redor uma grande frescura. Então vem a pergunta: e se um dia tiver que voltar a constituir uma família? Ai as coisas se complicam. Os utensílios e  roupas de outra pessoa vão incomodar profundamente. Ter que fazer comida no horário determinado pela rotina é uma tortura. Ter que prestar contas onde vai e que horas chega, isso é muito estranho, afinal, não faço nada de errado para prestar contas. As demais coisas sempre serão motivo de muita luta, resistência, sofrimento para quem perde a liberdade e para quem busca uma nova união familiar. É uma luta constante pelo prazer de estar junto de quem se ama. Então eu penso: vale a pena lutar? Depois de tanto tempo chorando a solidão, conversando com as paredes até que elas se tornem parte do seu eu!  Depois de passar tanto tempo ouvindo o som da sua respiração e dormindo abraçada com o travesseiro, vale a pena jogar tudo para o alto em busca de uma vida "normal"? 
Só o destino poderá responder, o que até mesmo  o coração se recusa a compreender.

segunda-feira, 16 de março de 2015

TERAPIA E PAZ

Um ótimo remédio para mim está sendo terapia e reencontrar com amigos de muitos anos atrás. O Facebook me ajudou muito a reencontrar amigos, ex namoradinhos. O tempo passou mas o bem querer continua. Estes reencontros me fizeram muito bem e trouxeram paz.
As aulas iniciaram a todo vapor e trabalhar em outra cidade também rouba tanto o descanso como a tristeza de olhar para traz. Morar sozinha então...nem tem como descrever isto. Para nós mulheres, de boa, mas quando pinta um assunto que a gente precisava de um homem para nos defender de certas injustiças, a coisa aperta. Não pense que só os homens que não respeitam mulheres só,não! Aqui onde moro tem uma mulher sem caráter que usa o fato do marido dela ser síndico para usar de abuso de poder comigo. E assim vai a vida. Nem tudo o dinheiro pode pagar, e esta é uma das situações que não cabe ter ou não dinheiro.
As vezes vou passar o domingo na casa de alguém, e alguém vem passar o sábado comigo. Mas tudo isto quando não tenho aulas. Até minhas visitinhas ao museu ficam mais restritas quando começam as aulas.
Por outro lado fui pregar em uma igreja do bairro aqui da minha cidade e, isso encheu meu coração de alegria, este contato com o divino é tudo para mim.
Estou aguardando a chegada da netinha no mês que vem. Que seja uma grande alegria na vida da minha filha.
Sei que você acompanha meu diário para saber da minha vida amorosa. Não. Nada de amores. Estou de boa, como dizem por ai. Estou estudando seriamente a possibilidade de ficar sem ninguém. Só se for um estrangeiro, porque brasileiro não dá. Vou mesmo fazer a cirurgia bariátrica. O que adianta um homem se casar com você obesa e logo arrumar amante magra? Os homens não visam interior, por isso que costumam dizer...homem gosta de mulher que não presta. Não é isso, eles não querem nem saber a moral da pessoa, querem só o corpo, pelo ao menos aqui no Brasil. Cansei de ser trocada por nada. Então vou mesmo me jogar na cirurgia. Se eu viver vivi, se morrer..morri. Deus é quem sabe do meu dia e da minha hora.